O Médico e o Monstro: Uma Representação Perfeita do Efeito do Pecado no Homem

31/12/2020 | Nenhum comentário

Disclaimer: sou totalmente a favor que todos nós devemos buscar tratamento psicológico quando necessário. O que expus aqui é uma reflexão pessoal e embasada na minha cosmovisão sobre o mal e o efeito do mesmo em nós.

A um tempo li o livro O Médico e o Monstro, uma obra muito conhecida e que serve de inspiração para vários personagens em filmes, séries e outros livros.

Resumidamente este livro é uma narrativa contada por um advogado chamado Dr. Uterson que relata o drama vivido por seu amigo suicida Dr. Henry Jekill.

Dr. Henry Jekill era um médico conhecido e amado por todos em sua comunidade. Em seus estudos, ele cria uma fórmula “mágica” que ao ser tomada o transformava em Dr. Hyde. Jekill relata que quando transformado em Hyde, ele se sente livre de amarras e tem coragem para fazer várias coisas que em condições normais não faria.

Esta tão amada liberdade e coragem, começa a cobrar um preço muito alto de Jekill, pois várias notícias sobre um “monstro” homicida se espalham pela cidade e em paralelo, Jekill começa notar que além dos atos inconscientes dele como Hyde, esta personalidade cruel e sem limites, começa a dominá-lo a tal ponto de ela vir a tona sem precisar beber da fórmula.

Este descontrole lhe cobrou um preço altíssimo: ele cometeu suicídio justamente por entender que não conseguia mais se manter como “médico” pois o “monstro” o estava dominando. Antes disso, ele deixa uma carta para seu amigo Dr. Utterson, elucidando porquê cometera tal ato.

Analisando tal fato, notamos uma metáfora muito interessante sobre o comportamento humano: os desejos reprimidos. Ao ler tal obra me lembrei com perfeição do que o apóstolo Paulo diz em Romanos 7, no qual é exemplificada sua luta interna para ser alguém melhor, alguém conforme Deus deseja, alguém cheio em bondade e vazio em maldade. Vide uma citação do versículo 15 deste capítulo :

Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.

Romanos 7: 15

Dentro do ser humano sempre haverá uma guerra infindável entre ceder aos impulsos impuros e cumprir com aquilo que o senso comum prega como correto. Jekill quis através de Hyde viver uma liberdade que nitidamente se tornou em libertinagem, pois a medida que ele foi dando vazão a seu outro eu cruel e desprezível, ele experimentou a morte, e isso é algo muito bem esclarecido na bíblia.

Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera morte.

Tiago 1:12-15

Não acredito que o autor do livro tinha a intenção de fazer uma analogia bíblica sobre o homem e sua queda ao ceder ao pecado, mas é inegável que todos nós temos um pouco de Jekill e Hyde em nós e, assim como Paulo, temos fortes inclinações ao mal que precisam ser combatidas dia a dia.

O homem sem Deus, tende a criar fórmulas que o façam se sentir livre, completo e feliz, mas a medida que o efeito de tais coisas se perdem, o que sobra é o vazio, descontrole e, infelizmente, o desgosto pela vida ao ponto de tirá-la.

A crescente da personalidade pecaminosa Hyde sobre o corpo e mente de Jekill, comentendo assassinatos e fazendo-o recorrer ao suicídio se mostrou a mim uma ótima metáfora sobre o poder do pecado em nossas vidas, quando damos vazão a ele. A vida dupla de Jekill como Hyde foi prazerosa e libertadora no início, mas o levou pouco a pouco para uma vida angustiante, depressiva e descontrolada, a ponto dele perder seu autocontrole para o alter-ego Hyde

Para mim a melhor solução quando penso neste assunto, é consumir mais e mais a bíblia sagrada, pois ela é uma ótima ancora moral e uma referência completa sobre como agir e pensar. Viver o que a bíblia ensina não é uma fórmula mágica, mas algo que deve ser instigado constantemente em nossas vidas, pois se nosso lado bom não cresce em nós, certamente o mau o fará.

Nesse fim de ano, que possamos refletir em formas de nos tornarmos pessoas melhores dia após dia e que a mudança que nós queremos, comece primeiramente em nós.

Feliz 2021, meus caros, e espero que os ensinamentos deste atípico ano, faça nossos alter-egos “Hyde” morrerem, para que nosso eu firmado na bondade cresça.

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